EDUCAÇÃO DO BRASIL “O CAMINHO PARA O FUTURO”

A educação no Brasil deu seus primeiros passos entre os séculos XVI e XVI, com a chegada dos jesuítas. Embora o objetivo dos missionários fosse diferente do que conhecemos hoje como educação, eles foram responsáveis pelas primeiras instituições de ensino no Brasil, tal como os seminários e colégios. Após isso, a próxima revolução na educação aconteceu sob o comando do Marquês de Pombal, que transferiu as diretrizes da educação e as pôs a serviço do Estado. A época mais significativa do Brasil colonial para a educação foi a chegada da corte de D. João VI, rei que fundou entre outras as Escolas de Direito e Medicina e as Academias Militares. Getúlio Vargas iniciou o processo de mudança que aproxima a educação do que conhecemos hoje, expandindo a rede pública de ensino no país e trazendo as Universidades para os grandes centros.

Apesar dos problemas, a educação no Brasil vem mudando, mesmo que a passos lentos, a realidade de muitos cidadãos. Na última pesquisa do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) o Brasil ocupou o 53° lugar. Tendo isso em vista o governo investe na melhoria do sistema público e acompanha o desempenho das escolas brasileiras através do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio).

No dia-a-dia das escolas muita coisa mudou. A pedagogia evoluiu em pesquisas e apresentou saídas para os problemas que professores e alunos enfrentaram por muitos anos: a estagnação do ensino e o abandono escolar. Uma das mudanças mais significativas foi a aplicação da teoria do o construtivismo sócio-interacionista, idealizada por Vygotsy, que prega que o conhecimento e aprendizagem acontecem na interação entre o indivíduo e o meio em que ele vive.  Partindo desse princípio, as escolas trazem para a sala de aula situações que os alunos vivenciam como contexto para ensiná-los os temas do currículo. Fala-se das chuvas e enchentes para ensinar geografia e biologia e de partidas de futebol para ensinar física e matemática.

Além da corrente pedagógica, há um processo no Brasil que tramita no congresso desde 2009 que é a mudança das disciplinas. A implantação de 250 novas disciplinas no currículo escolar é alvo de muitas discussões. Entre essas estão: gravidez na adolescência, males da dependência química, xadrez,  educação financeira e educação no trânsito. Os que são contra a implatação dizem que esses assuntos trarão uma sobrecarga para professores e alunos.  Filosofia e sociologia, algumas das disciplinas extintas na década de 70 voltam a fazer parte do currículo. Educação, moral e cívica, disciplina criada na época da ditadura militar que ainda era lecionada em algumas escola públicas no início dos anos 90 e extinta no final da mesma década, também será incluída.

Nos anos 2000 a implantação dos PCN (parâmetros curriculares nacionais) foi a última mudança significativa no ensino brasileiro. Os PCNs visam unificar o ensino das escolas do país, com organização dos conteúdos e suas aplicações práticas refletindo na abordagem das matérias e como estas são apresentadas aos alunos. Atualmente leva-se a cultura e os costumes regionais em consideração, histórias de cavaleiros foram substiduídas por personagens da literatura de cordel, por exemplo.

Há ainda um caminho longo a ser seguido, muito ainda deve ser feito. As mudanças no currículo e na abordagem das disciplinas certamente causam impacto, mas não resolvem por si só a complexa questão. Infra-estrutura e investimentos também devem fazer parte do pacote. Essa é uma preocupação do Governo, já que a cada ano são abertas novas escolas, faculdades e universidades, além de bolsas e incentivos para estudantes de todas as idades. Com a economia em crescimento, a educação é o pilar para sustentar um páis que deseja estar entre os primeiros do mundo.

No caminho da educação podem haver sacrifícios, mas nunca há prejuízos. Aprender engrandece e enriquece. Para ter um futuro brilhante e ser um ser humano cada vez melhor não há segredo: a educação é a melhor saída.

 

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